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    Conversamos com alunos de jornalismo sobre o fato da discussão de prevenção ao suicídio existir apenas no mês de setembro; e quais sugestões poderiam ser tomadas para haver uma certa preocupação o ano todo. Obtivemos as seguintes respostas:

     
    “Ter um mês específico é muito importante para a conscientização das pessoas que ainda não sabem o que é ou que fazer no setembro amarelo para seus amigos e familiares que precisam de ajuda. 30 dias falando sobre o tema e intensificando a campanha, vai ter uma abrangência maior de público. Reservar um mês propriamente pra isso gera resultados maiores de alcance sobre o que se trata nesse mês tão importante.”

    E para a continuação da discussão sobre a prevenção após o mês de setembro acabar, seria aconselhável cada um ter dentro de si uma empatia pelo outro, não esperar por órgãos públicos ou instituições promover ações (claro que não excluindo completamente o apoio governamental), mas ficar atentos e conscientizados de que pode acontecer com qualquer um. Procurar ajudar todos os meses do ano é uma ótima forma de começar, sempre ouvir e tentar guiar ao psicólogo ou terapeuta faz uma grande diferença.

                         Luana Vidal, estudante de jornalismo.

    Tivemos também outra opinião sobre o mesmo assunto, veja:

    “Infelizmente o setembro amarelo não ajuda a resolver muita coisa, pois todo dia alguém precisa de ajuda, precisa ser ouvido! E quando não estamos no setembro, o assunto depressão ou suicídio é tratado como frescura. As pessoas são ignoradas e só são lembradas depois que já se suicidou.

    Karoline Peres, estudante de jornalismo.

    O certo a se fazer seria promover ações todos os meses para não esquecer como isso afeta independente do mês que estamos; criar ouvidorias exclusivas para esse tema; consultas grátis ofertadas pelo governo com psicólogos (pois todos sabemos que não é barato o valor de uma consulta) e isso interfere muito na ida de quem está passando por um momento ruim da depressão.”


    Texto por, Juliana Vilas Boas.

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    Momentos sensíveis, tanto para os familiares da vítima, como para quem assiste, todo cuidado é pouco quando devemos noticiar pessoas que tiraram a própria vida seja qual for o motivo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que o compartilhamento deste conteúdo sem o devido tratamento pode acabar servindo de gatilho mesmo que a intenção não seja esta. Eles elaboraram um material dando recomendações de como lidar nestes casos, o manual “Prevenção de Suicídio: um manual para os profissionais da mídia”.
    Em Belém, em menos de 21 dias tivemos 3 casos semelhantes de suicídio em que pessoas de diferentes vivências tiraram as próprias vidas do mesmo jeito, devido a repercussão os portais e blogs de notícias das capitais reportaram as situações de maneira bem vulgar e sem cuidado, buscando apenas noticiar e não pensar no que isso poderia causar ao público. O Código Ética dos Jornalistas, prevê a defesa da imagem da vítima assim como a sua família mesmo após da morte, ou até mesmo crimes cometidos.


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        É comum as pessoas pensarem na depressão como tristeza e associar episódios e comportamentos isolados, que na verdade podem ser apenas episódios de ansiedade ou mesmo um luto que se estende um pouco mais do considerado normal. Também é comum pessoas falarem que depressão é apenas “frescura”, falta do que fazer, e que o deprimido não está “doente de verdade”. Podem associar a características isoladas da depressão e não compreender que o deprimido precisa de ajuda profissional e também suporte e apoio dos amigos e familiares. O senso comum também associa a depressão imediatamente ao suicida, mesmo que por vezes, não haja intenção suicida por parte do deprimido. E é por essa razão que PGM de hoje vai falar sobre esse caso.
         A Milena, da equipe Além do Amarelo, trouxe todos os detalhes para você! E só dá o play:


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    Durante todo este mês, campanhas do movimento setembro amarelo sobre prevenção e conscientização ao suicídio estão sendo realizadas. Por isso, é importante que cada cidadão saiba reconhecer os possíveis sinais e, principalmente, saber como agir.
    O suicídio é algo complexo, pois pode afetar qualquer pessoa independente de religião, raça ou classe social, porém ele pode ser evitado. Inicialmente precisamos entender que algumas situações podem desencadear sentimentos e pensamentos suicidas. Quando alguém próximo a você demonstrar os possíveis sinais é preciso estar disposto a ouvir e oferecer ajuda. Essas simples atitudes podem evitar desfechos trágicos.
    O Ministério da Saúde lista alguns sinais de alerta, porém é preciso lembrar que o suicídio não tem uma predeterminação, podendo afetar cada indivíduo  de maneira diferente. Entre os sinais estão:
    ●     O aparecimento ou agravamento de problemas de conduta ou de manifestações verbais durante pelo menos duas semanas.
    Essas manifestações não devem ser interpretadas como ameaças nem como chantagens emocionais, mas sim como avisos de alerta para um risco real.
    ●     Preocupação com sua própria morte ou falta de esperança.
    As pessoas sob risco de suicídio costumam falar sobre morte e suicídio mais do que o comum, confessam se sentir sem esperanças, culpadas, com falta de autoestima e têm visão negativa de sua vida e futuro. Essas ideias podem estar expressas de forma escrita, verbal ou por meio de desenhos
    ●     Expressão de ideias ou de intenções suicidas.
    Fiquem atentos para os comentários abaixo. Pode parecer óbvio, mas muitas vezes são ignorados:
    "Vou desaparecer.”
    “Vou deixar vocês em paz.”
    “Eu queria poder dormir e nunca mais acordar.”
    “É inútil tentar fazer algo para mudar, eu só quero me matar.”
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    ●     Isolamento
    As pessoas com pensamentos suicidas podem se isolar, não atendendo a telefonemas, interagindo menos nas redes sociais, ficando em casa ou fechadas em seus quartos, reduzindo ou cancelando todas as atividades sociais, principalmente aquelas que costumavam e gostavam de fazer.
    ●     Outros fatores
    Exposição ao agrotóxico, perda de emprego, crises políticas e econômicas, discriminação por orientação sexual e identidade de gênero, agressões psicológicas e/ou físicas, sofrimento no trabalho, diminuição ou ausência de autocuidado, conflitos familiares, perda de um ente querido, doenças crônicas, dolorosas e/ou incapacitantes, entre outros podem ser fatores que vulnerabilizam, ainda que não possam ser considerados como determinantes para o suicídio. Sendo assim, devem ser levados em consideração se o indivíduo apresenta outros sinais de alerta.
    Como ajudar a evitar um suicídio?
    Você deve se dispor a ouvir, oferecer ajuda e não deixar que a pessoa fique sozinha por muito tempo. A ajuda profissional pode ser encontrada em um serviço de saúde próximo, em Unidades Básicas de Saúde (Saúde da família, Postos e Centros de Saúde) e CAPS; e em Emergências, UPA 24H, SAMU 192, Pronto Socorro, Hospitais. Além de contar com o Centro de Valorização  da Vida (CVV), a ligação é gratuita e pode ser feita de qualquer parte do país para o número 188.

    Fonte: Assessoria de Comunicação, Sindicatos de Médicos do Estado do Pará (SINDMEPA). 
    Matéria exclusiva para Além do Amarelo.


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    Certos níveis de ansiedade são positivos para manter a pessoa atenta e ativa. Porém se a pessoa começa a se sentir muito ansiosa isso pode trazer prejuízos para a saúde física e mental. A ansiedade em excesso pode atrapalhar o sono, a autoestima, a produtividade e gerar dores de cabeça ou problemas de digestão. Se você acredita que os seus níveis de ansiedade estão muito altos é importante tomar algumas medidas para combater a ansiedade.
    A Milena, da equipe Além do Amarelo, trouxe todos os detalhes para você! É só da o play:

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    Foi em 2016 quando me vi ali jogada na cama, com todos aqueles tremores e dores. Em que não me reconheci depois que tudo aquilo que estava me acontecendo. A falta de ar, as dores pelo corpo...
    E tudo aquilo ia me consumindo a cada dia que passava.

    Foram cinco quilos em cinco dias, falta de apetite, só queria dormir e ficar deitada ali em posição fetal, que era como eu me sentia segura.

    Depois de duas semanas de negação por problema e estresse no trabalho e faculdade, resolvi procurar ajuda. Primeiro fui com a psicóloga do meu antigo trabalho que ao me analisar e me ouvir disse que eu não tinha 'motivos' para ter depressão, pois não tinha filho e marido. Sim, isso na época nem me afetou tanto quanto hoje ao lembrar desse episódio. O que faz um profissional da aérea que trabalha para saber lidar com essa situação ter me falado aquilo? Quase quatro anos depois que fui diagnosticada com crise de ansiedade e depressão ainda não sei a resposta.

    Parei de ir trabalhar, entrei de benefício para poder começar o tratamento em paz, tranquei a faculdade e depois de idas diárias a emergência me medicar contra supostas causas das dores, uma médica me encaminhou para o tratamento correto.

    A psicóloga cuidou de mim, me ajudou, e ficou horrorizada com a fala de sua colega de profissão. Já o psiquiatra.... Disse que eu não tinha mais idade para passar pela situação que passei.

    Não consigo entender o que um 'profissional' leva a dizer o que eu ouvir.

    O fato é que depois de dois meses de tratamento, pedi demissão, pois o ambiente de trabalho poderia me matar.
    A psicóloga do plano de saúde que me ajudou mais do que os outros dois, me explicou como a depressão agia nas pessoas, a falta de ar, tontura, falta de apetite entre outras. Mas o que mais me deixou atenta foi a grau de gravidade que isso ocorre, a falta de apoio e o que isso pode ocasionar.

    Eu tive muita sorte de ter meus pais e irmã por perto e alguns amigos. Não tive pensamentos suicidas, mas a vontade de tirar aquela coisa ruim de dentro de nós é maior que tudo.

    Lembro que ao tentar pegar coisas para arrumar na bolsa e ir para o antigo trabalho e ficava andando várias vezes pela casa até lembrar.... As vezes minha irmã ajudava e uma dessas vezes foi horrível, eu não consegui lembrar o que queria pegar e ela me ajudou e só chorei e tentava entender o motivo de não conseguir ter controle das coisas que era minha rotina.

    Assim que comecei o tratamento com medicação eu tive uma melhora significativa, e não suportava a ideia de voltar para o trabalho e passar por tudo aquilo outra vez, foi aí que resolvi largar o emprego e me cuidar.

    O alívio que me deu quando entrei o lugar na empresa e pode respirar aliviada não tem preço. Foi quase ano de tratamento com medicação, e exercícios de respiração para aliviar as crises de ansiedade, mudei meus hábitos e procurei por novas formas de viver para poder ajudar a lutar contra os horrores da depressão.

    Busco a cada dia realizar meus sonhos como maneira de me realizar pessoalmente e vencer a batalha diária contra as crises.

    Mas durante tudo que estar acontecendo nesse mundo louco em que mais pessoas estão com essa doença maldita, percebi que poucas empresas se preocupam com a saúde mental dos funcionários que não tem um apoio que deveria para evitar muitas coisas.

    Que as pessoas ainda acham que a depressão é falta de Deus, ou frescura...

    Só parem.... Não julguem, ajudem.

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    Na estreia do podcast VIVER BEM , o assunto principal vai ser sobre o estresse e de que forma somos afetados por ele. Sabemos que no nosso dia a dia, ficar estressado é algo que de alguma forma vai acontecer. Mas sabia que nesse estado o cérebro funciona melhor, aumentam os índices de capacidade criativa e lógica? Porém,  isso tem seu lado negativo, pois os problemas e a pressão fazem com que as pessoas se mantenham em um estado de alerta excessivo, que gera o estresse  e reduz a capacidade cerebral.

    A Milena, da equipe Além do Amarelo, trouxe todos os detalhes para você! E só dá o play:


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    É um site dedicado para se solidarizar com quem está passando por problemas como ansiedade e depressão.

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