
Durante todo este mês,
campanhas do movimento setembro amarelo sobre prevenção e conscientização ao
suicídio estão sendo realizadas. Por isso, é importante que cada cidadão saiba
reconhecer os possíveis sinais e, principalmente, saber como agir.
O suicídio é algo
complexo, pois pode afetar qualquer pessoa independente de religião, raça ou
classe social, porém ele pode ser evitado. Inicialmente precisamos entender que
algumas situações podem desencadear sentimentos e pensamentos suicidas. Quando alguém
próximo a você demonstrar os possíveis
sinais é preciso estar disposto a ouvir e oferecer ajuda. Essas simples
atitudes podem evitar desfechos trágicos.
O Ministério da Saúde
lista alguns sinais de alerta, porém é preciso lembrar que o suicídio não tem
uma predeterminação, podendo afetar cada indivíduo de maneira
diferente. Entre os sinais estão:
● O aparecimento
ou agravamento de problemas de conduta ou de manifestações verbais durante pelo menos duas semanas.
Essas manifestações não
devem ser interpretadas como ameaças nem como chantagens emocionais, mas sim
como avisos de alerta para um risco real.
● Preocupação
com sua própria morte ou falta de esperança.
As pessoas sob risco de suicídio costumam falar sobre morte e suicídio
mais do que o comum, confessam se sentir sem esperanças, culpadas, com falta de
autoestima e têm visão negativa de sua vida e futuro. Essas ideias podem estar expressas de forma escrita,
verbal ou por meio de desenhos
● Expressão de
ideias ou de intenções suicidas.
Fiquem atentos para os comentários abaixo. Pode parecer óbvio, mas
muitas vezes são ignorados:
"Vou desaparecer.”
“Vou deixar vocês em paz.”
“Eu queria poder dormir e nunca mais acordar.”
“É inútil tentar fazer algo para mudar, eu só quero me matar.”
● Isolamento
As pessoas com pensamentos suicidas podem se isolar, não atendendo a
telefonemas, interagindo menos nas redes sociais, ficando em casa ou fechadas
em seus quartos, reduzindo ou cancelando todas as atividades sociais,
principalmente aquelas que costumavam e gostavam de fazer.
● Outros fatores
Exposição ao agrotóxico, perda
de emprego, crises políticas e econômicas, discriminação por orientação sexual
e identidade de gênero, agressões psicológicas e/ou físicas, sofrimento no
trabalho, diminuição ou ausência de autocuidado, conflitos familiares, perda de
um ente querido, doenças crônicas, dolorosas e/ou incapacitantes, entre outros podem
ser fatores que vulnerabilizam, ainda que não possam ser considerados como
determinantes para o suicídio. Sendo assim, devem ser levados em consideração
se o indivíduo apresenta outros sinais de alerta.
Como
ajudar a evitar um suicídio?
Você deve se dispor a
ouvir, oferecer ajuda e não deixar que a pessoa fique sozinha por muito
tempo. A ajuda profissional pode ser encontrada em um serviço de saúde
próximo, em Unidades Básicas de Saúde (Saúde da família, Postos e Centros
de Saúde) e CAPS; e em Emergências, UPA 24H, SAMU 192, Pronto Socorro,
Hospitais. Além de contar com o Centro de Valorização da Vida (CVV),
a ligação é gratuita e pode ser feita de qualquer parte do país para o
número 188.
Fonte:
Assessoria de Comunicação, Sindicatos de Médicos do Estado do Pará
(SINDMEPA).
Matéria
exclusiva para Além do Amarelo.